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Faz parte do show cantar (e gravar) Cazuza em bossa nova nos 60 anos de ambos

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Pela própria natureza assumida e orgulhosamente exagerada, Agenor de Miranda Araújo Neto (4 de abril de 1958 – 7 de julho de 1990), o cantor e compositor carioca que se imortalizou com o apelido de Cazuza, pode ser caracterizado como a antítese da Bossa Nova. Curiosamente, esse artista de vida rock’n’roll veio ao mundo no mesmo ano da bossa inventada por João Gilberto ao violão, há 60 anos. A dupla efeméride gera show que será gravado ao vivo para edição de CD e DVD com músicas de Cazuza no tom suave da bossa.

Em abril de 1958, mês em que Cazuza nasceu, foi lançado o álbum Canções do amor demais, da cantora Elizeth Cardoso (1920 – 1990), com a primeira gravação do violão renovador de João, que completaria a revolução em agosto daquele mesmo ano de 1958 ao lançar o compacto com a célebre gravação de Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958). O próprio Cazuza flertou com a bossa nova na segunda fase do cancioneiro autoral que compôs ao longo da década de 1980, notadamente em canções como Faz parte do meu show (Renato Ladeira e Cazuza, 1988) e Doralinda (1998), parceria com João Donato, lançada postumamente em disco, oito anos após a saída de cena do artista conhecido pelo epíteto de Exagerado.

Ainda assim, soa inusitado o projeto do show que junta um dos compositores e músicos mais associados à Bossa Nova, Roberto Menescal, com Leila Pinheiro (cantora que alcançou pico de popularidade com disco de bossa nova gravado em 1989 para o Japão) e com Rodrigo Santos, cantor e baixista, egresso de uma das últimas formações do Barão Vermelho, grupo no qual Cazuza despontou em 1982 como vocalista e parceiro de Roberto Frejat na composição do repertório mais relevante da banda.

A ideia do espetáculo Faz parte do meu show – Tributo a Cazuza, cuja turnê nacional começa em abril pelas cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), é rearranjar e apresentar o cancioneiro de Cazuza no ritmo e no clima de bossa nova pelo trio que estará em cena com Leila ao piano, Santos no baixo e Menescal no violão e na guitarra. Menescal e Santos estão mexendo nas harmonias de músicas como Pro dia nascer feliz (Roberto Frejat e Cazuza, 1983), Bete Balanço (Roberto Frejat e Cazuza, 1984), Maior abandonado (Roberto Frejat e Cazuza, 1984), Codinome beija-flor (Reinaldo Arias, Cazuza e Ezequiel Neves, 1985), Preciso dizer que te amo (Dé Palmeira, Cazuza e Bebel Gilberto, 1986) e Um trem para as estrelas (Gilberto Gil e Cazuza, 1987).

O show será gravado ao longo da turnê para gerar DVD e CD ao vivo. Porque faz parte do show cantar e gravar Cazuza em ritmo de bossa nova para festejar os 60 anos de ambos. Como a bossa, o poeta está vivo.

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